Facebook IQ: Pesquisa Digital e Insights Facebook IQ: Pesquisa Digital e Insights

24 de junho de 2015

Foco no celular: a tela pequena nem é tão pequena assim

Explore como o cérebro e a fisiologia das pessoas respondem aos anúncios veiculados em um smartphone e em uma televisão.

CONTEÚDO

    Hoje, as pessoas sintonizam conteúdo sempre que querem e onde quer que estejam. Com a visualização acontecendo em casa, em uma televisão, e em trânsito, em um smartphone, os profissionais de marketing querem garantir que suas mensagens sejam recebidas, independentemente da tela. Para determinar se sua publicidade é eficaz, os profissionais de marketing geralmente procuram técnicas de pesquisa de mercado autorrelatada, mas essas abordagens têm limitações.

    O Facebook contratou a SalesBrain, uma agência de neuromarketing dos EUA, para entender como o cérebro e a fisiologia das pessoas respondem a estímulos idênticos visualizados no smartphone e na televisão.

    Hoje, as pessoas sintonizam conteúdo sempre que querem e onde quer que estejam. Com a visualização acontecendo em casa, em uma televisão, e em trânsito, em um smartphone, os profissionais de marketing querem garantir que suas mensagens sejam recebidas, independentemente da tela. Para determinar se sua publicidade é eficaz, os profissionais de marketing geralmente procuram técnicas de pesquisa de mercado autorrelatada, mas essas abordagens têm limitações. O neuromarketing, de acordo com a Neuromarketing Science and Business Association, “é a coleta sistemática e interpretação de insights neurológicas e neurofisiológicas sobre indivíduos, usando diferentes protocolos que permitem aos pesquisadores explorar respostas fisiológicas não verbais e inconscientes a vários estímulos, com o propósito de pesquisa de mercado”. Embora ainda esteja nos estágios iniciais como uma prática de pesquisa de mercado, o neuromarketing está oferecendo aos profissionais de marketing uma visão direta das reações físicas das pessoas a estímulos, em vez de confiar apenas na capacidade das pessoas de relatarem seus próprios sentimentos relacionados a esses estímulos.

    O Facebook contratou a SalesBrain, uma agência de neuromarketing dos EUA, para entender como o cérebro e a fisiologia das pessoas respondem a estímulos idênticos visualizados no smartphone e na televisão. O estudo se concentrou em como o cérebro responde em quatro áreas principais: envolvimento, atenção, emoção e retenção. Conversamos recentemente com Helen Crossley, Diretora de insights do público do Facebook IQ, com o Dr. Christophe Morin, Fundador e CEO da SalesBrain e com o Dr. Paul Zak, Presidente da ZESTxLabs, para entender a metologia por trás da pesquisa, os resultados e seu significado para os profissionais de marketing. A seguir, apresentamos partes editadas da nossa conversa.

    Estudo de pesquisa em neurociência

    P: Por que buscar um estudo de pesquisa em neurociência?

    Helen: O Facebook IQ conduziu recentemente uma pesquisa significativa para explorar como as pessoas vivem e compartilham os momentos importantes para elas no Facebook e Instagram. O que vimos foi que, com o advento do celular, estamos passando de menos momentos maiores e mais longos, produzidos pela mídia e pela indústria do marketing, para uma época em que as pessoas estão produzindo e consumindo seus próprios momentos em massa, todos os dias, 365 dias por ano. Como as pessoas estão processando muitos momentos todos os dias, buscamos entender como exatamente elas estão processando esses momentos, de um ponto de vista fisiológico e neurológico, e como esse processamento varia dependendo da tela.

    A neurociência responde a perguntas de marketing

    P: Como a pesquisa em neurociência ajuda a responder a perguntas de marketing?

    Dr. Morin: Com o monitoramento da resposta direta da publicidade no cérebro das pessoas, no sistema nervoso delas, é possível obter medidas objetivas em que podemos confiar e entender e prever o efeito da publicidade.

    P: Então, como foi a abordagem desta pesquisa?

    Dr. Zak: Até onde sabemos, esta foi a primeira vez em que um estudo em neurociência comparou anúncios visualizados em um dispositivo móvel com anúncios visualizados na televisão.

    Helen: Na delimitação deste estudo com o Dr. Zak e o Dr. Morin, pretendíamos criar uma experiência de anúncio que melhor representasse a forma como as pessoas visualizam anúncios no smartphone e na televisão. Criamos um ambiente de teste onde os participantes visualizaram um estímulo enquanto assistiam a um programa de televisão ou enquanto rolavam a tela do Feed de Notícias do Facebook.

    Dr. Zak: Várias medidas neurológicas foram tomadas para capturar as respostas inconscientes de 70 participantes voluntários. Na ZESTxLabs, foi possível observar medidas autônomas, como suor, frequência cardíaca e movimentos dos olhos, assim como a atividade cerebral medida por meio de eletroencefalograma (EEG), enquanto as pessoas visualizavam um estímulo no smartphone ou na televisão.

    Helen: Também realizamos uma pesquisa com os participantes para entender sua lembrança da mensagem do estímulo no smartphone e na televisão.

    Como os participantes foram expostos aos estímulos?

    P: Como os participantes foram expostos aos estímulos?

    Dr. Zak: Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos, com representatividade para idade e gênero. Primeiro, os participantes concluíram uma mensuração básica. Em seguida, cada grupo visualizou um conjunto de anúncios de estímulo, que variavam de trailers de filmes até anúncios de marca, e com duração variável entre 30 a 120 segundos. O Grupo 1 visualizou o estímulo primeiro em uma televisão e depois em um smartphone. O Grupo 2 concluiu o mesmo conjunto de exercícios que o Grupo 1, sendo que os participantes começaram com a visualização dos anúncios em um smartphone e depois em uma televisão.

    Design experimental

    Visualização na

    televisão

    Medições

    básicas

    →

    Programa de

    televisão

    →

    Estímulos

    Mensuração neurológica (biológica, EEG e rastreamento ocular) capturados ao longo do processo

    Visualização no

    celular

    Medições

    básicas

    →

    Feed de Notícias

    do Facebook

    →

    Estímulos

    P: Como foi possível analisar as reações dos participantes aos estímulos em cada tela para determinar os resultados?

    Dr. Morin: Descobrimos uma forma de detalhar estes dados e fornecer cálculos e previsões que nos informam sobre como as pessoas realmente processam as informações nos níveis cortical e subcortical.

    Dr. Zak: As métricas das técnicas de mensuração fisiológicas e neurológicas, como a mudança na frequência cardíaca ou a mudança no ritmo do EEG, são analisadas em combinação com algoritmos de análise patenteados, chamados Zak Engagement Statistic (ZEST).

    Dr. Morin: Por meio do EEG, foi possível analisar a frequência das ondas cerebrais, o que nos ajudou a monitorar o grau de atenção das pessoas ao anúncio, as preferências de anúncios e a motivação para se aproximar ou abandonar do estímulo.

    Como as pessoas processam anúncios no smartphone e na televisão?

    P: Com base na sua análise, o que foi descoberto sobre a forma como as pessoas processam anúncios no smartphone e na televisão?

    Helen: Em suma, as pessoas estavam mais atentas e tendiam a se sentir mais positivas em relação às informações apresentadas em um celular do que em uma televisão. Com a televisão, o cérebro das pessoas estava mais distraído e precisava trabalhar mais para processar a informação. Descobrimos que, em geral, o celular estava em pé de igualdade com a televisão em relação à intensidade emocional e ao envolvimento. Dito isto, as emoções e o envolvimento foram significativamente maiores em alguns anúncios. As pessoas estavam igualmente susceptíveis a se envolverem tanto no celular quanto na televisão.

    Como uma camada adicional da pesquisa neurológica, vimos também um aumento na lembrança da mensagem quando os participantes visualizaram o estímulo na televisão e depois no smartphone.

    Medidas neurológicas com base na visualização de estímulos no smartphone e na televisão

    Celular maior que televisão

    Televisão maior que celular

    Atenção1

    Distração1

    Intensidade das emoções

    Mensuração neurológica (biológica, EEG e rastreamento ocular) capturados ao longo do processo

    Motivação da abordagem2

    Carga cognitiva1

    Atividades de

    P: Estes foram os resultados esperados?

    Dr. Morin: Nós não esperávamos que a experiência de visualização no celular produziria mais emoções positivas. Isso foi surpreendente. Você poderia assumir que, como a tela da televisão é maior do que a tela do celular, essa tela maior resultaria em uma resposta emocional mais positiva.

    Parece que ao visualizar um estímulo, nosso sistema neurológico não exige uma grande experiência para sentir uma resposta. No geral, quanto mais formos expostos a dados, mais o nosso cérebro precisará se esforçar. De alguma forma, devido ao seu tamanho, o smartphone fornece uma experiência mais eficiente e que exige menos energia.

    Principais conclusões da pesquisa

    P: O que podemos concluir com esta pesquisa? Houve uma diferença clara entre as telas?

    Dr. Morin: Nossa conclusão é que, em geral, a experiência no smartphone é mais imersiva do que a experiência de visualização na televisão. Quando o mesmo estímulo de anúncio foi reproduzido em um smartphone, a reação foi maior do que na televisão, em relação à atenção e emoção positiva, e, em certa medida, ao envolvimento, que foi bastante notável.

    Helen: Também vimos alguns resultados iniciais sobre a natureza complementar das duas telas. Analisando a pesquisa pós-exposição, houve um aumento na lembrança da mensagem quando um participante visualizou o mesmo estímulo primeiro na televisão e depois no smartphone. Com a criação de campanhas para várias telas, os profissionais de marketing poderão ajudar aumentar as taxas de retenção de sua publicidade.

    P: Quais são as considerações finais à medida que os profissionais de marketing consideram o neuromarketing e as formas como o neuromarketing pode informar suas estratégias?

    Helen: Eu acredito que estamos começando a poder ajudar os profissionais de marketing a entender qual pode ser a função da neurociência na pesquisa de mercado. Este estudo inicial relevou que há mais oportunidades de pesquisar como o cérebro das pessoas responde e processa a publicidade por meio da visão do neuromarketing.

    Dr. Zak: A publicidade é um estudo fascinante porque está relacionada a histórias, e o nosso cérebro adora boas histórias. Boas histórias nos levam à ação. A beleza da neurociência aplicada ao marketing é que não precisamos seguir nossa intuição, o que acreditamos, o que sentimos. Podemos testar. E os resultados obtidos são reais. São acionáveis.

    Estratégias para dispositivos móveis para profissionais de marketing

    P: Como os profissionais de marketing devem pensar em suas estratégias para dispositivos móveis?

    Helen: Não ignore o celular. Nossa proximidade física com a tela do celular mudou nossa percepção de tamanho do dispositivo. Ela conduz a uma maior atenção e a um sentimento mais positivo sobre o conteúdo apresentado na tela, e cria oportunidades para os profissionais de marketing se conectarem com as pessoas.

    Maximize sua mensagem. Crie campanhas que apelem não apenas aos sentidos certos, mas também às telas certas. Atraia pessoas focalizadas no celular sendo mais eficiente na sua mensagem, colocando os principais pontos da mensagem dentro dos primeiros dez segundos, e aproveitando as oportunidades de várias telas para ampliar seu alcance.

    E teste sua abordagem. Use uma combinação de técnicas de pesquisa de mercado para entender a eficácia da sua campanha. Alinhando seus objetivos de negócios e a abordagem da sua campanha, os profissionais de marketing poderão avaliar e refinar as estratégias de marketing para dispositivos móveis para alcançar melhor as pessoas certas.

    Vídeo: Dr. Morin e do Dr. Zak em "Neuro Mobile" (2:49)

    Vídeo: Dr. Morin e do Dr. Zak em "Neuro Mobile" (2:49)

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    Fonte: “Neuro Mobile” da SalesBrain (estudo de adultos nos Estados Unidos encomendado pelo Facebook), maio de 2015.

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